Momento para rever relações

Pouco se conhece sobre este vírus que tem se alastrado, fechado países inteiros; a única certeza que se tem, no entanto, é que esta doença vai afetar setores muito mais amplos que a economia, inclusive, o das relações, seja familiares, empresariais ou com o consumidor. Como serão estas relações, o que de fato vai mudar e como serão os novos paradigmas, ainda é prematuro fazer conjecturas. Então, o que fazer? Aguardar a criação de uma vacina, esperar passar esta crise?

Esperar, não dá. Mas é possível para refletir, pensar, modificar procedimentos e ficar antenado nas diversas reações das pessoas, no que elas precisam neste momento e tentar suprir as lacunas.

E foi sobre isto que estive observando estas semanas. Mesmo encerrada em casa, a partir dos horizontes traçados pela internet, pelas conversas com diversos grupos, foi possível analisar alguns aspectos a serem melhorados e oportunidades na relação empresa/consumidor.

Realizar compras online em supermercados, por exemplo, mostra que grandes e pequenos empreendimentos ainda engatinham neste sistema e os que já contam que isto implantado há mais tempo, tampouco parecem ter muito cuidado no atendimento aos clientes digitais.

Um grupo de pessoas de uma organização não governamental que conheço optou por realizar uma ação solidária de compras de mantimentos para famílias necessitadas.

Os voluntários se mobilizaram, criaram uma rede para arrecadar e realizar as compras. Foram aos sites das grandes redes, até por uma questão de preço porque era mais barato, mas foi uma decepção. O site trava, ou não se concretiza o pagamento ou a entrega tem prazos muito longos, acima de 10 dias.

Outros estabelecimentos só realizam o pagamento presencial na entrega- mesmo que a compra seja online – portanto se o cliente quer enviar uma compra já paga para alguém isto não é possível; alguns não efetuam a compra com cartão de crédito e há aqueles que utilizam um sistema de pagamento com depósito.

O grupo, então, opta por um estabelecimento de porte médio, nacional, cujo preço é um pouco superior. Realizam as compras, porém os prazos não são atendidos. Quando consultado os SAC (serviço de atendimento ao consumidor) a resposta é lenta, falha e não está em sintonia com o sistema de distribuição. Resultado: o SAC diz que a entrega será realizada no dia x, a loja diz que não tem previsão para dia x e não sabe quando será, o cliente fica sem resposta ou com informação equivocada e a família sem ter o que comer.


Por fim, o grupo decide fazer as transações com um mercadinho menor, de bairro, mas o preço é alto, o sistema é via depósito bancário e a compra precisará ser menor em quantidade. O sistema de pagamento é apenas por depósito bancário porque não trabalham com cartão no site, o dificulta o controle. Enfim, uma luta para realizar compras de supermercado online!

Os três casos ilustram a precariedade dos serviços online estabelecidos nas empresas que ainda resistem ou dão pouca atenção ao público potencial a ser atendido. É claro que atualmente existe uma demanda muito acima da média e isto pode ter dificultado, porém é neste momento que a empresa precisa ter jogo de cintura, ajustar seu site, suas vias de comunicação interna e com o cliente para potencializar as vendas e sua imagem perante o público. E isto, esta “conversa” entre empresa-cliente interno-consumidor se dá pelas vias de uma boa comunicação.

E este consumidor que está experimentando o sistema online para as compras que antes eram apenas presenciais, o supermercado vai deixar de cativar este cliente recém ingressado? Uma experiência como estas que descrevi podem ser o momento de conquista ou rejeição. De que lado sua empresa quer estar?

Mas, aí vem alguém e pergunta: dá para pensar em comunicação neste momento de doença, de incerteza? Sim, dá. E deve ser pensada já, até mesmo para atender melhor.

A situação é preocupante do ponto de vista da doença, mas isto não é permanente, vai passar. As empresas que agora são lentas e dedicam pouca atenção a seus clientes correm o risco de ter sua imagem arranhada fortemente além, é claro, de perder vendas em um momento delicado da economia, onde cada centavo conta e cada cliente conquistado pode significar a sobrevivência, principalmente das empresas de médio e pequeno porte. As grandes redes, especialmente as internacionais, estas ainda seguirão em frente, mas e os demais?

A crise é o momento de agir com a razão, com discernimento para sobreviver. Avaliar a todo momento a comunicação, a logística e o atendimento, inclusive durante épocas tumultuadas pode ser o diferencial que esteja faltando para a sua empresa.

Por onde andamos..

Depois de um intervalo enooooorme desde a última postagem, a ideia é retomar o blog, propor discussões sobre literatura e mercado editorial e de comunicação, assim como trocar dicas e bater um papo sobre o que se está fazendo por aí.

Neste tempo de ausência, aproveitei para fazer uma espécie de retorno à vida em São Paulo. Afinal, foram anos vivendo fora, tanto na Argentina, como no Espírito Santo, e estava meio deslocada deste universo paulistano.

O meu reencontro com o circuito paulista começou na Casa Guilherme de Almeida, no bairro do Pacaembu. Foram cursos de literatura, sobre cinema, e também algo super interessante como o Fragmentos da Memória, em que um grupo, todos na faixa acima dos 50 anos de idade, criou uma história a partir de trechos de suas vivências e transformou em vídeo de animação. O trabalho coordenado e orientado pela professora Ana Luisa Anker e pelo curador de arte Daniel Gonzalez teve duração de dois meses e foram reuniões alegres, de muito aprendizado e uma troca muito rica entre todos do grupo.

Ainda na Casa Guilherme de Almeida, tive oportunidade de realizar o curso sobre análise de diversos contos com o professor André Amaral. Acredite, as duas horas na sexta-feira à noite, voavam!!! Em março, tem novo curso com ele, fique atento!

No final do ano, ainda no mesmo local, a bola da vez foi o podcast e o cinema, com mesas-redondas que trouxeram discussões sobre esta arte e sua divulgação por esta mídia sempre com foco na diversidade de público.

O contato com a literatura e o cinema, as discussões geradas na Jornada de Editoras Independentes na USP, fez com que eu sentisse novamente os ares transformadores de São Paulo; fiz as pazes com o trânsito, elegi o metrô como meu forte aliado e combati a preguiça de enfrentar o congestionamento da Raposo Tavares.; tudo em busca de um sopro de cultura!

Talvez para quem viva em São Paulo há muito tempo, nada disso seja novidade, mas esta reaproximação só confirmou o que todos nós sabemos : Cultura é mesmo um bem essencial e é preciso resistir à derrocada que se está promovendo!

Por isso, nada de sofá! Bora ir às salas de cinema, acompanhar a programação no site da Casa Guilherme de Almeida http://www.casaguilhermedealmeida.org.br , à rede Sesc, à Casa das Rosas e à Biblioteca Mário de Andrade, aos museus etc, porque sempre tem muita atividade bacana, todas de ótimo nível! – muitas vezes gratuita ou a preços muito bons. Cultura resiste! Obrigada, São Paulo, valeu muito!!

Retomar a corrida, sem perder o fôlego

Imagem de Thomas Wolter por Pixabay 

Em tempos de crise longa e recheada de instabilidade como a que estamos vivendo, não é fácil para as empresas manter as contas em dia e muito menos o sangue frio para lidar com a avalanche diária de desafios.

O descompasso na empresa é logo sentido na área de vendas; os cortes começam, então, a pipocar para todos os lados. O pavor de perder a corrida, leva a ajustes – que anos atrás foram batizados de reengenharia, – mas cuja tradução é o corte, amplo e irrestrito em vários setores da empresa. No intuito de sanar as contas, as medidas são tomadas sem avaliar a repercussão a médio prazo e nem o real impacto econômico para a empresa.

A área de comunicação, em geral, encabeça a lista dos cortes. E aí? A empresa emudece! perde seu canal de comunicação com o mercado, fica afônica ou até muda, dependendo da extensão do tamanho do “facão”.

E o que fazer, então? Talvez seja o momento de trocar o verbo “cortar” por “investigar, remodelar”, sem emudecer a empresa. ” Muitas vezes as pessoas contratam a consultoria de gestão quando pretendem ampliar a empresa mas a indicação é adequada também para os casos em que é preciso uma análise de um profissional externo para detectar os pontos vulneráveis, alterar, adequar e propor modificar o modelo de negócio, se for o caso”explica Francisco Buffolo, da Haka Consultoria e Brokerage. “E isto pode significar o momento de parar, respirar, tomar fôlego e voltar à corrida com mais impulso.”

Alma de escritor independente

Imagem de Alexas_Fotos por Pix
Descrição da foto : bolhas de sabão em tamanho grande, com jardim ao fundo

Ao menos uma vez na vida, grande parte das pessoas já teve vontade de escrever ficção, a história da família ou até a própria biografia. O universo das publicações independentes ainda é pouco conhecido para grande parte dos aspirantes a escritor. Como fazer a capa? E a revisão? E como divulgo?

Mesmo com um mercado que encolhe diante das dificuldades e o número de leitores cada vez mais restrito – seja pela falta de hábito ou preço dos títulos – só quem ama livro entende o poder desta “cachaça”, deste prazer de se deparar com a obra pronta.

Vale a pena tentar mesmo assim? Sim! Busque assessoria, converse, e vá em frente, concretize suas ideias. A gente auxilia você a realizar o seu livro.

Como dizia o querido Fernando Pessoa “tudo vale a pena quando a alma não é pequena.”

Fora da área de conforto

É quase um chavão dizer que é preciso a empresa comunicar-se com o mercado e ter uma boa imagem junto ao público. Até os empresários mais conservadores acabam acatando esta ideia, e quando os números de vendas começam a baixar, mesmo sem grandes convicções eles decidem partir para a empreitada e contratar uma agência de comunicação.

Passados poucos meses de trabalho, a lua de mel entre cliente e agência começa a ficar mais tensa . O empresário não percebe o retorno do investimento em imagem e sua expectativa de super vendas também não acontece.

Além disso as sugestões sobre mudanças de antigos hábitos de comunicação interna e externa, a exposição de diretores e gerentes como porta-vozes geram alterações nos padrões enraizados e podem incomodar.

E como explicar isto para a empresa? A questão é que a comunicação e o trabalho de construção da imagem não tem relação direta com as vendas; pode até melhorar, mas não é condição imediata. Porém, estes tijolos cimentados na empresa proporcionar um relacionamento mais próximo e duradouro com seu cliente e o mercado.

Por isso, seguir o exemplo do salmão sair da zona de conforto e investir na qualidade da comunicação favorece uma relação mais aberta e saudável para ambos.

Bem-vindo !

Esta primeira postagem marca o nascimento da Sprecher Comunicação que presta serviço de consultoria na área de comunicação, marketing de conteúdo e oferece toda suporte como tradução e revisão para publicações de pessoas jurídicas ou físicas. Trabalhei na área editorial e comunicação, sou jornalista e atualmente curso Letras.

Comecei nas agências de relações públicas, na elaboração de planejamento de comunicação, assessoria de imprensa, redação de textos para imprensa e newsletter empresariais. Das agências migrei para a área editorial e descobri outra grande paixão: as publicações!

Conhecer as “dores” e alegrias de cada um destes segmentos me permite estabelecer um olhar técnico, e ao mesmo tempo empático, capaz de buscar soluções e estratégias para aproximar este público de seus leitores, consumidores e clientes. Isto vale tanto para o escritor independente, o médico ou a nutricionista que deseja publicar seu material ou para empresa que pretende elaborar um jornal ou newsletter.

O papel deste blog é oferecer nossos serviços, dar dicas, trocar ideias sobre comunicação e publicações . Bora, trabalhar, então!!

Falar somente não basta; é preciso comunicar bem.

Com o fácil acesso às mídias sociais, as pessoas resolveram postar tudo o tempo todo, de qualquer maneira , sem critério. Se a ideia é vender o produto ou divulgar a própria imagem e atividade, cuidado! O gasto de dinheiro com a veiculação até pode não ser caro, mas o prejuízo da imagem este, sim, pode ser bem alto!

E esta falta de critérios tem sido cada vez mais comum e prejudicial. É frequente ver postagens sem conteúdo, com falta de informação e até erros. É ali, naquele pequeno quadradinho de instagram, twitter, facebook , por exemplo,que está a imagem da sua empresa, do seu produto.

Por isso, cuidado com quem diz que “o meu sobrinho sabe mexer com as mídias sociais e vai fazer baratinho” porque o prejuízo pode ir muito além da simples veiculação.

Contratar um profissional que saiba administrar a sua imagem, selecionar o conteúdo e postá-lo é investimento. Cuidar e pensar a imagem da empresa, é o primeiro passo para uma relação saudável e honesta com o seu consumidor, cliente ou leitor. Sempre.